Semiótica

Semiótica: perguntas e respostas

Nesta seção, encontram-se as perguntas mais freqüentes que nos têm sido feitas a respeito de semiótica, principalmente por estudantes universitários que devem realizar trabalhos acadêmicos e não têm conhecimento do assunto. Às breves respostas adicionamos referências bibliográficas cuja consulta permitirá um maior aprofundamento nas questões.

Como “referência geral”, indicamos o livro Semiótica: Bibliografia Comentada, de Lúcia Santaella e Winfried Nöth – Editora Experimento (1999), que traz as referências dos livros mais importantes na área comentados e analisados pelos autores.

As citações dos Collected Papers de Charles Sanders Peirce, fundador da Moderna Semiótica, são feitas seguindo o padrão convencional: um primeiro algarismo que corresponde ao volume e, após o ponto, os algarismos seguintes que correspondem ao parágrafo. (Ex.: 8.234 = volume 8, parágrafo 234.)

1. O que é semiótica?
2. Quem foi Charles Sanders Peirce?
3. Desde quando há estudos semióticos?
4.
Quando o termo “semiótica” começou a ser utilizado?
5. Qual a diferença entre semiótica moderna, do século XIX e medieval?
6. A semiótica é um método ou um ponto de vista?
7. Quais são os “tipos de semiótica”?
8. Por que há vários tipos de semiótica?
9. Qual é a diferença entre semiótica e semiologia?
10. Quando se iniciaram os primeiros estudos de semiótica peirceana no Brasil?
11. O que são signos na concepção peirceana?
12. Quais são os tipos de signos, de acordo com Peirce?
13. O que é semiose?
14. Em que campos pode trabalhar um(a) semioticista?
15. Quais são as principais associações/instituições nacionais/internacionais dedicadas à semiótica?

 

 

1. O que é semiótica?

Semiótica é a doutrina formal dos signos.
Cf. Charles Sanders Peirce, 2.227.

“O nome semiótica vem da raiz grega semeion, que quer dizer signo.” “Semiótica, portanto, é a ciência dos signos, é a ciência de toda e qualquer linguagem.” (p.7) “A Semiótica é a ciência que tem por objeto de investigação todas as linguagens possíveis, ou seja, que tem por objetivo o exame dos modos de constituição de todo e qualquer fenômeno de produção de significação e de sentido.” (p.13)
Santaella, L. (1983). O que é Semiótica. São Paulo: Brasiliense.

“A Semiótica peirceana não é uma ciência aplicada, nem é uma ciência teórica especial, ou seja, especializada.” A Semiótica, ou lógica, “é uma ciência formal e abstrata, num nível de generalidade ímpar”. (p.43)
Santaella, L. (1992). A assinatura das coisas. Rio de Janeiro: Imago.

“Semeiotica ou lógica ‘é a ciência das leis necessárias gerais dos signos’ (2.39) e está especificamente preocupada com a relação dos fenômenos para com a verdade.” (pp.2 e 3)
Liszka, J.J. (1996). A General Introduction to the Semeiotic of Charles Sanders Peirce. Bloomington and Indianapolis: Indiana University Press.

“Semiótica é a ciência dos signos e dos processos significativos (semiose) na natureza e na cultura.” (p.17) A Semiótica, como teoria geral dos signos, tem a sua etimologia do “grego semeîon, que significa ‘signo’, e sêma, que pode ser traduzido por ‘sinal’ ou ‘signo’.” (p.21)
Nöth, W. (1995). Panorama da Semiótica: de Platão a Peirce. São Paulo: Annablume.

“Semiótica é o estudo ou doutrina dos signos, algumas vezes considerada como uma ciência dos signos; uma investigação sistemática da natureza, propriedades e tipos de signo…” (p.179)
Colapietro, V.M. (1993). Glossary of Semiotics. New York: Paragon House.

2. Quem foi Charles Sanders Peirce?

Charles Sanders Peirce (1839-1914), cientista, matemático, historiador, filósofo e lógico norte-americano, é considerado o fundador da moderna Semiótica. Graduou-se com louvor pela Universidade de Harvard em química, fez contribuições importantes no campo da Geodésia, Biologia, Psicologia, Matemática, Filosofia. Peirce, como diz Santaella (1983: 19), foi um “Leonardo das ciências modernas”. Uma das marcas do pensamento peirceano é a amplição da noção de signo e, conseqüentemente, da noção de linguagem.

Peirce “foi o enunciador da tese anticartesiana de que todo pensamento se dá em signos, na continuidade dos signos” (p.32); do diagrama das ciências; das categorias; do pragmatismo.
Santaella, L. (2001). Matrizes da Linguagem e Pensamento. São Paulo: Iluminuras.

“Ao morrer, em 1914, Peirce deixou nada menos do que 12 mil páginas publicadas e 90 mil páginas de manuscritos inéditos. Os manuscritos foram depositados na Universidade de Harvard. Apenas vinte anos mais tarde, na década de 1930, surgiria a primeira publicação de textos coligidos nos seis volumes dos Collected Papers, editados por Hartshorne e Weiss. Infelizmente, grande parte dos textos aí coligidos restringiu-se a escritos que Peirce já publicara em vida. (…) Nos anos 1950, Burks acrescentou os volumes 7 e 8 aos Collected Papers, nos quais aparecem temas adicionais… tais como a filosofia da mente e algumas da principais correspondências de Peirce com Lady Welby onde estão expostas discussões importantes da teoria dos signos peirceana.” (p.6) “…em 1976, sob direção de Max Fisch, estabeleceu-se na Universidade de indiana, com sede em Indianápolis, o Peirce Edition Project… sob os auspícios do National Endowment for the Humanities, para a publicação de escritos cronológicos de Peirce em 35 volumes” (p.7), tarefa que ainda hoje não foi terminada. Hoje o Peirce Edition Project está sob a direção de Nathan Houser.
Santaella, L. (1999). O estado da arte dos estudos sobre Peirce: um breve panorama. In Machado, F.R. (org.) Caderno da 2ª Jornada do Centro de Estudos Peirceanos. Editado pelo CENEPE-COS/PUC-SP.

Para saber mais sobre a vida e a obra de Peirce, consulte:

Brent, J. (1993) Charles Sanders Peirce: A Life. Bloomington and Indianapolis: Indiana University Press.

Santaella, L. (1983). O que é Semiótica. São Paulo: Brasiliense.

Santaella, L. (1992). A assinatura das coisas. Rio de Janeiro: Imago.

Sebeok, T. A. (1994). Encyclopedic Dictionary of Semiotics. Berlin&New York: Mouton de Gruyter.

Ransdell, J. (1986). “Charles Sanders Peirce (1839-1914) Encyclopedic Dictionary of Semiotics”

http://www.cspeirce.com/

http://www.peirce.org/

http://www.iupui.edu/~peirce/

http://www.iupui.edu/~peirce/robin/robin.htm

3. Desde quando há estudos semióticos?

“A semiótica propriamente dita teve seu início com filósofos como John Locke (1632-1704) que, no seu Essay on human understanding, de 1690, postulou uma “doutrina dos signos” com o nome de Semeiotiké , ou com Johann Heinrich Lambert (1728-1777) que, em 1764, foi um dos primeiros filósofos a escrever um tratado específico intitulado Semiotik.” (p.18)
Nöth, W. (1995). Panorama da Semiótica: de Platão a Peirce. São Paulo: Annablume.

Para maiores detalhes:

Nöth, W.(1985/1995). Handbook of Semiotics. Bloomington e Indianapolis: Indiana University Press. Tradução de: Handbuch der Semiotik.

 

4. Quando o termo “semiótica” começou a ser utilizado?

Inicialmente, encontramos esse termo na medicina. “O médico grego Galeno de Pérgamo (139-199), por exemplo, referiu-se à diagnóstica como sendo ‘a parte semiótica’ (semeiotikón méros) da medicina.” (p.19)
Nöth, W. (1995). Panorama da Semiótica: de Platão a Peirce. São Paulo: Annablume.

“E apenas mais tarde é que os filósofos e lingüístas adotaram o termo para designar uma teoria geral dos signos.” (pp. 12 e 13)
Nöth, W.(1985/1995). Handbook of Semiotics. Bloomington e Indianapolis: Indiana University Press. Traduação de: Handbuch der Semiotik.

5. Qual a diferença entre semiótica moderna, do século XIX e medieval?

Podemos dizer nas palavras do professor Nöth que a semiótica medieval desenvolveu-se no âmbito da teologia e do trívio das artes liberais (gramática, retórica e dialética).

No séc XIX, “símbolos e imagem são as noções centrais da semiótica” (p.55). Vemos o emergir das teorias moderna de significado, sentido e referência da semântica lingüística e o início do questionamento científico da linguagem.
Nöth, W. (1995). Panorama da Semiótica: de Platão a Peirce. São Paulo: Annablume.

O período moderno (século XX) é inaugurado por Edmund Husserl (1859-1938) com a sua teoria fenomenológica dos signos e significados. Não obstante, na história da semiótica moderna, Charles Sanders Peirce (1839-1914) é visto como uma das maiores figuras deste período, o fundador da teoria moderna dos signos.
Nöth, W.(1985/1995). Handbook of Semiotics. Bloomington e Indianapolis: Indiana University Press. Tradução de: Handbuch der Semiotik.

6. A semiótica é um método ou um ponto de vista?

Esta questão é bastante controversa entre os pesquisadores. Para conhecer as opiniões diversas, recomendamos a leitura do capítulo 2: “Semiótica: método ou ponto de vista?” em Deely, J. (1990). Semiótica Básica. São Paulo: Ática.

7. Quais são os “tipos de semiótica”?

Semiótica peirceana (Peirce)

Foco de atenção: universalidade epistemológica e metafísica. Nas palavras de Santaella: “uma teoria sígnica do conhecimento que busca divisar e deslindar seu ser de linguagem, isto é, sua ação de signo” (p.14, op.cit).

Semiótica estruturalista/Semiologia (Saussure; Lévi-Strauss; Barthes; Greimas)

Foco de atenção: signos verbais.

Semiótica russa ou semiótica da cultura (Jakobson; Hjelmslev; Lotman)

Foco de atenção: linguagem, literatura e outros fenômenos culturais, como a comunicação não-verbal e visual, mito, religião.

Nöth, W.(1985/1995). Handbook of Semiotics. Bloomington e Indianapolis: Indiana University Press. Traduação de: Handbuch der Semiotik.

8. Por que há vários tipos de semiótica?

As “semióticas” se voltam à investigação de signos e/ou significação. O que diferencia um tipo de semiótica de outro é a concepção e a delimitação de seu campo de estudo. Assim, essa variedade foi construída à medida que os estudos divergiam em seus pressupostos.

9. Qual é a diferença entre semiótica e semiologia?

Resumidamente: a Semiologia, também conhecida como a Lingüística saussureana, é ciência da linguagem verbal, e a Semiótica é a ciência de toda e qualquer linguagem.

Semiótica é usado para se referir à tradição filosófica da teoria dos signos desde Peirce, enquanto que a semiologia se refere à tradição lingüística desde Saussure”. (p.14)
Nöth, W.(1985) 1995. Handbook of Semiotics. Bloomington e Indianapolis: Indiana University Press. Tradução de: Handbuch der Semiotik.

A tradição semiótica de Poinsot, Locke e Peirce difere-se da semiológica proposta por Saussure porque a semiótica “não tem como princípio ou quase exclusiva inspiração a fala e a língua humana. Ela vê na semiose um processo muito mais vasto e fundamental envolvendo o universo como físico no processo da semiose humana, e fazendo da semiose humana uma parte da semiose da natureza.” (…) Semiótica e semiologia constituem duas tradições ou paradigmas, o que tem “até certo ponto prejudicado o desenvolvimento contemporâneo por existir dentro dele em condições sociológicas de oposição. Essas condições de oposição, todavia, não são apenas desnecessárias logicamente, mas dependem para seu sustento de uma sinédoque perversa pela qual a parte é tomada erradamente pelo todo. A semiótica forma um todo do qual a semiologia é uma parte.” (p.23)
Deely, J. (1990). Semiótica Básica. São Paulo: Ática.

10. Quando se iniciaram os primeiros estudos de semiótica peirceana no Brasil?

Primeiramente, no Brasil, foram desenvolvidos estudos lingüísticos, cujo maior representante seria Joaquim Mattoso Câmara Jr. Assim, por essa via, as idéias saussureanas foram divulgadas antes das peirceanas.

“Desde o início da década de 1970, há quase trinta anos, a obra do norte-americano Charles Sanders Peirce (1839-1914), cientista, lógico, filósofo e criador da moderna ciência semiótica, vem sendo estudada na PUC de São Paulo. O pensamento de Peirce não entrou nessa universidade pela via da lógica, nem pela via da filosofia, mas pela via da semiótica. Naquela época, o atual programa de pós-graduação em Comunicação e Semiótica se chamava Teoria Literária, fundado e coordenado por Lucrécia Ferrara, pioneira junto com Joel Martins e Antonieta Alba Celani na criação dos programas de estudos pós-graduados na PUCSP, esses mesmos que cresceram, multiplicaram-se, trazendo hoje tanto prestígio acadêmico a essa universidade.

Foi nas magníficas aulas de Haroldo de Campos e Décio Pignatari, primeiros professores do programa de Teoria Literária, que a teoria dos signos de Peirce começou a ser interpretada no Brasil. Em 1970, Haroldo de Campos organizou a edição para a Perspectiva da Pequena Estética de Max Bense, filósofo alemão e divulgador primeiro da obra peirceana em seu país. Em 1972, a Cultrix editou, com tradução de Octanny S. da Mota e Leonidas Hegenberg, mais coletânea de escritos escolhidos de Charles Sanders Peirce. Essa coletânea antecederia em muitos anos, as primeiras coletâneas de textos traduzidos de Peirce em vários países da Europa. Enfim, foi com salutar precocidade que se deu o plantio das primeiras sementes dos estudos peirceanos no Brasil, cuja dianteira foi tomada pela pós-graduação em Teoria Literária da PUCSP.

Em 1978, esse antigo programa ampliou-se interdisciplinarmente numa proposta de estudos pós-graduados em Comunicação e Semiótica (COS). Sob essa nova sigla, que dura até hoje, e com novas perspectivas comunicacionais, a semiótica encontrou solo fértil para se desenvolver e se diversificar. A semiótica peirceana entrou em convivência com outras correntes da semiótica – saussuriana, hjelmsleviana, soviética, greimasiana, barthesiana etc. – formando um conjunto teórico aberto e crítico que, desde então, espraiou-se numa variada gama e campos de aplicações: literatura, artes, som, música, oralidade, dança, performance, jornal, rádio, imagens técnicas da era eletro-mecânica – fotografia e cinema -, da era eletrônica – televisão, vídeo – e da era teleinformática – infografia, infovias etc.

A vocação interdisciplinar da semiótica, como uma ciência da comunicação, também se dilatou na multi e transdisciplinaridade, propiciando o diálogo e intercâmbio conceitual com a epistemologia, a história das ciências, as ciências sociais, a psicologia, a psicanálise etc. Nesse contexto, desde 1992, um fenômeno importante e original começou espontaneamente a brotar no programa de COS. Começaram a surgir, pouco a pouco, Centros de Pesquisa ligados às linhas de pesquisa que estão definidas como extensões diretas das áreas de concentração do programa.” (pp. 3 e 4) O Centro de Estudos Peirceanos é um desses centros de pesquisa, fundado em 1996, por Lúcia Santaella.
Santaella, L. (1997). Estudos de Peirce no COS/PUCSP. In Laurentiz, S. (org.) Caderno da 1ª Jornada do Centro de Estudos Peirceanos. Editado pelo CENEP-COS/PUC-SP.

Para maiores detalhes:

Santaella, L. (1990). “Brazil: A Culture in Tune with Semiotics”. The Semiotic Web 1989. Berlin&New York: Mouton de Gruyter.

11. O que são signos na concepção peirceana?

Peirce ampliou sobremaneira a noção de signo, concebendo-o como uma relação triádica.

“Signo é uma coisa que representa uma outra coisa: seu objeto. Ele só pode funcionar como signo se carregar esse poder de representar, substituir uma outra coisa diferente dele.” (p.58)
Santaella, L. (1983). O que é Semiótica. São Paulo: Brasiliense.

“Defino um Signo como qualquer coisa que, de um lado, é assim determinada por um Objeto e, de outro, assim determina uma idéia na mente de uma pessoa, esta última determinação, que denomino o Interpretante do signo, é, desse modo, mediatamente determinada por aquele Objeto. Um signo, assim, tem uma relação triádica com seu Objeto e com seu Interpretante (8.343).” (p.12)
Santaella, L. (2000). A teoria geral dos signos: Como as linguagens significam as coisas. 2a ed. São Paulo: Pioneira.

Para mais detalhes:

Roteiro Bibliográfico para a Iniciação à Leitura de Peirce

Queiroz, A.J.M. de (1997). Sobre as 10 Classes de Signos de C.S.Peirce. Tese de mestrado, inédita. PUC.

12. Quais são os tipos de signos, de acordo com Peirce?

De acordo com Peirce, os signos se diferenciam dependendo da relação entre os elementos que compõem um signo e de sua ação específica (ou semiose). Quando um signo diz respeito ao signo em si mesmo (primeiro elemento da tríade), pode ser classificados em quali-signo, sin-signo ou legi-signo. Quanto à relação de um signo com o seu objeto dinâmico, o signo pode ser classificado como ícone, índice e símbolo. Quanto à relação do signo com o(s) interpretante(s), o signo pode ser classificado como rema, dicente e argumento.

Dada a complexidade dessa classificação feita por Peirce, para entendê-la é necessário realizar um estudo cuidadoso do assunto. Recomendamos as referências bibliográficas citadas a seguir (e o Roteiro Bibliográfico para a Iniciação à Leitura de Peirce), que, em português, constituem importantes fontes de informações para propiciar um aprofundamento no tema.

Santaella, L. (2000). A teoria geral dos signos: Como as linguagens significam as coisas. 2a ed. São Paulo: Pioneira.

Queiroz, A.J.M. de (1997). Sobre as 10 Classes de Signos de C.S.Peirce. Tese de Mestrado, inédita. PUC.

13. O que é semiose?

“A semiose ou ação do signo é a ação de determinar um interpretante.” (p.50)
Santaella, L. (1992). A assinatura das coisas. Rio de Janeiro: Imago.

“A palavra técnica ‘semiose’ refere-se a ação de um signo de gerar ou produzir um interpretante de si mesmo.” (p.3)
Ransdell, J. (1986). “Charles Sanders Peirce (1839-1914) Encyclopedic Dictionary of Semiotics”

“Semiose tem a sua origem no grego: semeiosis. De acordo com Peirce, semiose se refere a qualquer tipo de ação do signo.” (pp.887,888)
Sebeok, T. A. (1994). Encyclopedic Dictionary of Semiotics. Berlin&New York: Mouton de Gruyter

14. Em que campos pode trabalhar um(a) semioticista?

Como a semiótica se presta ao estudo dos mais variados tipos de linguagem e significação, um(a) semioticista pode atuar nas mais diversas áreas, como comunicação de um modo geral; publicidade e propaganda, especialmente quanto à análise e desenvolvimento de marcas; biologia, como pesquisador(a) dos processos de comunicação celulares, por exemplo; tecnologias da informação etc. Enfim, todo e qualquer campo que envolva o estudo e/ou a aplicação de processos/técnicas comunicacionais.

15. Quais são as principais associações/instituições nacionais/internacionais dedicadas à semiótica?

ARISBE
Associação Internacional dos Estudos da Semiótica - IASS/AIS
Associazione Italiana di Studi Semiotici
Centro Internacional de Estudos Peirceanos (CIEP)
Center for Applied Semiotics
Charles Sanders Peirce
Grupo de Estudios Peirceanos
Institut de Recherche en Sémiotique, Communication, et Éducation (L’I.R.S.C.E)
Interamerican Semiotic Center Charles S. Peirce
International Research Group on Abductive Inference
Nijmegen C.S.Peirce Study Center
Peirce Edition Project

Para periódicos e outros links de interesse:
Enciclopédia Digital de Charles S.Peirce

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